Monday, 11 February 2013

Primeira dia na escola!

não tá pronto

Na primeira segunda-feira, meu primo deixou bem claro que eu não deveria ir para escola porque eu tinha acabado de chegar do Brasil (domingo a noite, depois de 30 horas de voo e relevantes 11 horas de fuso) logo eu não conseguiria dormir e acordar no dia seguinte, por causa do "Jet-lag" (descompensação em função do fuso horário). Mas por incrível que pareça dormir bem na primeira noite e acordei feliz e disposto para pegar o primeiro dia na escola no dia seguinte! Uma coisa engraçada é que antes de eu viajar, meu irmão mais velho já tinha me falado que essa história de fuso horário não existe de fato e é coisa de "viadinho" (nas palavras dele)! Ao dormir bem e acordar disposto logo no primeiro dia, fiquei muito emocionado pensando que poderia ter provado em pessoa que essa história de fuso é besteira e que eu nem mesmo tinha sido afetado! Sim, cheguei a ser atingido sim pelo fuso (como explicarei mais para frente), só que bem menos que o normal e beeeeeeemmmm menos que a histórias que as histórias que as pessoas contam por aí (o que me faz pensar que mais da metade do o pessoal exagera por aí é só drama, algo psicológico ou mesmo "coisa de viadinho" como meu irmão me falou hahahah... visto que o fuso de onze horas é o pior possível, perdendo só para o de doze)

Meu primo me deu uma carona até as estação de trem de manhã (me emprestou 5 dólares também, porque eu só tinha nota de cem hahah) e mais uma vez não caminhei pelas ruas utilizando o inglês! Na hora de comprar o ticket do trem para ir para escola, era em uma máquina de auto-atendimento com tela de toque, de fato bem complicado! (especialmente porque aqui em Perth se paga proporcional ao trajeto, logo eu teria que entender como funcionava as zonas e saber para qual eu estava indo para comprar o meu trajeto). Vi naquela dificuldade a primeira oportunidade para usar o inglês, estava muito empolgado! Virei para trás e abordei a primeira mulher que iria comprar o ticket em seguida, expliquei que estava indo para a estação de McIver, pedir ajuda e expliquei que eu era do Brasil e era o meu primeiro dia na Austrália e blábláblá... nem sei se ela entendeu o que eu estava falando, mas quando ela ouvi "McIver" ela avançou na tela, clicou em todos os botões e me entregou o ticket sem praticamente pronunciar nenhuma palavra! (nem mesmo para me ensinar como funcionava aquele complicado sistema!) uahushaushua... Um balde de água fria! hahah... fiquei tão decepcionado que todo o meu caminho restante para escola fui também sem me comunicar com ninguém! Pelo menos na escola vão me receber bem, pensei!

Chegando na escola primeira coisa que vejo é uma placa no elevador: "New Students: dirijam-se ao terceiro andar", ok! Chegando no 3º andar, feliz igual criança quando recebe presente, pensei que no mínimo teria uma excelente recepção para o tal do "Novos Estudantes". Nada disso! Era um dia normal na escola (toda segunda-feira e não apenas aquela, chega novos estudantes na escola) e de fato nem mesmo encontrei alguém para conseguir informação! (eles não tem algo como recepcionista no terceiro andar) Balde de água fria de novo uahsuahusah... Encontrei alguém que parecia um professor para pedir informação, ele falou para eu apenas me dirigir para sala onde estava os outros novos estudantes esperando uma prova ser aplicada! (nada sem muita emoção rsrsrs)

Fiz a prova e em seguida uma entrevista bem superficial (não sei como o cara conseguiu me avaliar com poucas perguntas rsrsr), peguei o nível 3A (de uma escala que vai de 1A pro 3B), o que seria algo como "Upper-Intermediate" (intermediário avançado). Cheguei as nove da manhã na escola (hora que começa todas as aulas e que eles marcaram com os novos estudantes) e por volta das dez e meia finalmente me jogaram numa sala de aula! (é na escola é assim mesmo, eles colocam os novos estudantes do nada, no meio da aula heheheh)...

A galera estava fazendo atividade em duplas e me juntei em trio com mais duas pessoas, um cara que parecia asiático e outro que não fazia a mínima ideia de onde era. O que parecia asiático (e realmente era) se apresentou como japonês (Taka, um dos japoneses mais loucos que já conheci! Quem sabe recebo ele ano que vem na minha casa para a Copa do Mundo no Brasil!!!), logo em seguida fui me apresentar e cometi uma das maiores gafes desde que entrei na escola! Falei que era brasileiro, de uma cidade não muita conhecida (São Luís do Maranhão), mas disse que estudava e morava atualmente em São Paulo. Logo o outro cara que não tinha se apresentado (e eu não tinha idéia de onde era) me perguntou: "São Paulo, the Capital?"... poxa, fiquei encabulado! Mal começo a empolgação de falar com os colegas gringos na Austrália e a primeira coisa que recebo é uma pergunta dessa? Poxa, será que esses gringos cabeça-vazia não sabem que São Paulo não é capital do Brasil? uahsuahush... Ok, disfarcei o desapontamento e comecei a explicar calmamente que São Paulo NÃO É a capital do Brasil, que a capital é Brasília e que São Paulo é apenas a maior cidade e blábláblá! Rapaz, não é que o ilustre desconhecido não demonstrava surpresa alguma e parecia ficar cada vez mais impaciente! Até que eu sou interrompido com um "Eu sei, cara! Eu sou do Brasil também, sou de Rio Claro (cidade no Estado de São Paulo), eu estava apenas lhe perguntando se você era de São Paulo capital ou do interior?!!!" (ainda em inglês)  uhaushuasahu! Depois dessa percebi que tinha acabado de cometer uma das maiores gafes possível! Explicar para um brasileiro que Brasília é a capital do Brasil! uahsuahus... não sabia mas nem onde enfiar a cabeça depois dessa!

Ok, a aula ocorreu normalmente, mas bem pior do que a gafe em si, foi perceber que eu não estava sozinho como brasileiro ali na aula! É bastante chato perceber que depois de viajar mais da metade do globo a gente larga o Brasil mas infelizmente o Brasil nunca se larga da gente! Logo depois de terminarmos aquela atividade (e eu tentar esquecer a gafe rsrsr) a professora pediu para os outros alunos se apresentarem! Que decepção! Cada vez que eu escutava um "Heloo! My name is 'x' and I'm from Brazil" era como uma facada no meu peito! Do total de uns 15 estudantes (nossa, como aquela sala parecia gigante no meu primeiro dia, hoje parece tão pequena rsrsrs), cerca de um terço eram Brasileiros (contando comigo), outro terço hispânico sul-americano (provável que todos da Colômbia) e o terço restante mistura as demais nacionalidades do mundo (majoritariamente asiático, acho que tinha um europeu só, me recordo apenas uma garota da Polônia). Meu sonho de viver em um país estrangeiro totalmente desconhecido, em que eu não falaria/ouviria minha língua e teria inúmero amigos estrangeiros tinha desabado! (a boa notícia que pude ver mais para frente é que apesar da quantidade de brasileiros, eu fui infeliz de pegar um dia bem atípico na escola em que a proporção de brasileiros e sul-americanos estava anormalmente alta. De fato, mais para frente, cheguei até mesmo a assistir algumas poucas aulas sem nenhum estudantes brasileiro, apesar de isso ser bem raro!)

Na hora do intervalo todo mundo se separou e eu fiquei meio-perdido pela escola! Bom, pensei que era hora de tirar algumas dúvidas que eu tinha e já ir aproveitando para ir me entrosando com algumas pessoas. Bom, de fato o maior problema que eu tinha é que desde que eu cheguei é que eu não podia recarregar meu celular porque as tomadas na Austrália são diferentes, logo teria que comprar um adaptador para colocar meu carregador na tomada! Quando entrei no banheiro encontrei um colega de turma lavando a mão e que se eu não estava enganado era do Brasil também (perfeito, porque como ele passou pelo mesmo problema que eu, certeza que poderia me ajudar). Educadamente, perguntei: "Hey, brother. How are you? Are you from Brazil?". E recebi outro soco no peito: "Sim!". Nossa, foi um dos sim's  mais frios e ríspido que recebi na minha vida rsrsrs... tava ali, todo empolgadão, primeiro dia na escola, pensando que como todo mundo tava ali para aprender inglês, todo mundo ia falar só inglês um com os outros! Como pude ser tão inocente hurhuahsuahus... depois do ríspido "sim" entendi a senha, comecei a tirar minha dúvida em português com o cidadão! Mas, meu irmão que decepção quando esse cidadão começa a falar português, Deus do céu! O cara falou com tantas gírias pelo meio e expressões em inglês misturada (ele já tava a cerca de um ano aqui na Austrália) que para mim nem português ele falava direito! uahusahu... Ok, peguei a informação, saí correndo dali e prometi comigo mesmo que nunca mais falaria com aquele maluco uahushaushu (besteira, de fato até ficamos "amigos", ou melhor "colegas" depois, apesar de até hoje eu nunca prolongar conversa com ele porque ele só fala comigo em português)

Voltando para a aula não entendi nada, porque boa parte do alunos tinha mudado (de fato fui entender melhor depois, as duas primeiras aulas são aulas comuns e a última é de gramática, na aula de gramática alguns alunos se mantem na turma, meu caso, e outros mudam, caso a gramática do aluno esteja um nível diferente da turma). Encontrei uma garota asiática bem simpática e ela me apresentou como sendo tailandesa, na mesma hora lembrei do blog do meu irmão mais velho que viajou para lá e comecei a falar um bando de coisa sobre a Tailândia (o blog do meu irmão sempre me ajuda nessas horas hahaha), pensei que ia impressionar ela com todos os conhecimentos apresentados hahahah... mas de fato percebi que não era nada demais, já que a Tailândia é um destino muito visado e várias pessoas viajam para lá e sabem várias coisas sobre o país também (ao contrário de um Camboja), especialmente pelo país ficar perto da Austrália (de fato, Perth é uma cidade tão estranha que viajar para Bangkok, a capital da Tailândia, é quase a mesma distância do que viajar para Sydney). Ok, dei uma disfarçada e perguntei onde era possível ver cangurus! (pergunta que ficou clássica para mim porque eu sempre perguntava para todo mundo que eu tinha acabado de conhecer, aprendi a utilizar ela meio que como uma forma oficial de "quebrar o gelo" hahahaha)

Fim de aula, nada especial! Fui comer meu lanche no Subway e infelizmente não consegui encontrar nenhum estudante  para ir comigo (apesar de achar o Subway muito saudável e barato, fui ver depois que isso era besteira, melhor mesmo é trazer o almoço de casa como quase todo mundo faz, por no freezer, esquentar e comer lá mesmo na escola), no Subway não me lembro bem quem me atendeu no meu primeiro dia, mas apesar de patinar para entender o que o cidadão falava (especialmente pela sotaque/pronúncia australiana, só depois de algumas semanas comecei a "pegar" melhor) me lembro que fui bem atendido no meu primeiro dia! Ao contrário de outros dias que era quando uma "japinha" atendia, "ô mulher sem paciência, meu amigo", me lembro que toda vez que eu ia no Subway ficava torcendo para não ser ela kkkkk...

Voltando do Subway me lembro de uma coisa que me marcou até hoje, um ativista me abordou e tentou me convencer a virar um doador financeiro regular para a Ong que ajudava pessoas cegas. (de fato nem lembro se isso foi no primeiro ou segundo dia). Óbvio que não ia virar contribuinte de droga nenhuma, mas comecei a enrolar o cara e dá corda só para não perder a chance de praticar inglês com ele... papo vai, papo vem, o cara pergunta de onde eu sou, eu respondo que sou do Brasil e não é que o filho de uma égua começa a falar português comigo???!!! (de fato um português bem "meia-boca", mas talvez melhor do que meu inglês no meu primeiro dia). O cara tinha família européia e já tinha morado um tempo em Portugal, logo tinha aprendido um pouco de português! Pronto, já tinha visto muito naquele dia (que coincidência algo assim ocorrer logo no primeiro dia), dei tchau pro cara e voltei para escola a tempo de pegar a aula opcional a tarde.

Uma coisa bem legal da escola que estou estudando é que depois de acabar as aulas pela manhã, eles oferecem aulas opcionais a tarde, todo os dias! Segunda é aula de vocabulário, Terça é conversação, toda Quarta tem um filme (em inglês com legenda em inglês), Quinta aula de pronúncia e Sexta sempre tem uma atividade de integração normalmente fora da escola  (como ir no Zoológico ou algo do tipo).













Primeiro dia no País dos Cangurus!

Foram dias muitos legais meus primeiros dias no país do Cangurus e foi muita emoção pisar pela primeira vez na Austrália! (praticamente minha primeira viagem internacional, porque Argentina/Uruguai além de serem muito próximos, falam um idioma muito parecido!).


Bom, como dito no último post tudo ocorreu melhor do que o esperado (a exceção do arroz, maldito arroz!) e meu primo já me esperava no aeroporto! Nada como ter um parente muito bacana para ajudar logo depois de mais de 30 horas de voos, porém o único ponto negativo nesta parte é que desde que eu cheguei eu estava muito ansioso para falar inglês e o fato de eu encontrar meu primo muito rápido (brasileiro como eu) me tirou praticamente qualquer oportunidade de falar inglês logo quando eu cheguei! hahaha... a primeira coisa que me chamou atenção no país do cangurus (além do moicano que o meu primo usava auhauahu) é que aqui os carros tem volante ao contrário, igual na Inglaterra e vários países colonizados pelos ingleses (a exceção dos EUA!). O primeiro susto que levei aqui foi abrir a porta do carro como eu faria no Brasil e ver que eu estava no lado do volante e não do passageiro hahahah...

Foto do meu primo Frederico em uma praia aqui de Perth:

Já estava muito tarde e era noite de domingo, fomos direto para a casa, apenas jantar e dormir. Já que ambos tínhamos que acordar cedo no dia seguinte (meu primo para trabalhar e eu para ir para escola). Uma coisa que chamou atenção logo quando entrei na casa foi um lugar do lado externo para colocar os sapatos/chinelos e ficar descalço, algo que nunca tinha visto no Brasil mas é comum aqui na Austrália, e em outros países do mundo como Canadá (tenho um amigo que foi para lá) e Japão. Outra coisa interessante é que o meu primo era vegetariano (os dias que passei na casa dele, ele até me convenceu que a dieta vegetariana pode ser bem mais natural e saudável, mas não abro mão do meu churrasco uahsuahus), e tivemos pro jantar uma deliciosa comida indiana feita com lentilhas (e bastante pimenta, nunca vi alguém para gostar tanto de pimenta hahahaha).

Ok, depois de jantar e tentar dá uma arrumada na minha mala, hora de ligar pro pessoal no Brasil! Nessa hora que descubro que para minha infelicidade meu primo não tinha conexão de internet sem fio na casa dele, logo não tinha como conectar meu notebook e usar o Voip (utilizo o JustVoip para ligação interurbana e internacional, recomendo muito!) para ligar para o Brasil! Liguei do celular do meu primo e consegui falar com a minha mãe, o meu pai só pude contactar em celular e ligação para telefone "não-fixo" tava muito ruim e infelizmente não consegui falar com ele direito!

Próximo da hora de dormir ainda não tinha tido nenhuma oportunidade de falar inglês, inventei uma desculpa pro meu primo de que eu precisava ir no supermercado só para ter uma chance de conversar em língua estrangeira, mas infelizmente já estava tudo fechado (domingo a noite) e também muito tarde para ele me mostrar onde é que fica. O máximo que consegui antes de dormir foi ouvir vizinhos discutindo, foi algo marcante, primeira vez que eu ouço diálogos em inglês em um país estrangeiro, nada mal ahahahah

Tuesday, 29 January 2013

Embarque para a Austrália!

O melhor roteiro que conseguir encaixar para a minha viagem para Austrália foi partir no dia primeiro de dezembro (2012) e retornar no dia 9 de março (2013). Infelizmente vou perder duas semanas de aula na faculdade somente porque obrigatoriamente tenho que ficar aqui nos país do cangurus pelo menos 14 semanas para ter direito ao visto de estudante (que concede permissão de trabalho), visto que menos do que isso apenas visto de turista (sem direito a trabalhar legalmente).

Bom, na hora de arrumar as malas, o que foi/é fundamental não esquecer se alguém pretende viajar para Austrália também: passaporte, atestado de vacina contra febre amarela e muito importante levar impressão completa da sua passagem, do seu visto e da carta de confirmação da escola (não precisei afinal de contas, mas é muito importante se a imigração exigir). Ajudou muito no caminho ter uma caneta e um dicionário de bolso. Importante por o endereço na mala no caso dela ser extraviada! E uma forma segura de carregar dinheiro é usar cartão pré-pago internacional (mas informações aqui: Visa Travel Money e aqui: Mastercard Cash Passport).

Bom, o que foi/é interessante levar de especial do Brasil? Aí que posso passar uma dica muito quente: a "famosa tríade australiana! (acho que nem vou expor aqui quem me passou "a valiosa informação" auhsuauhs): cigarros, cachaça e havaianas! Não, não... apesar de ter carregado isso na minha mala, não fumo, não bebo e nem me drogo vestindo havaianas! uauahauhu... a tríade diz o seguinte (exatamente como me foi passado): cigarro para fazer dinheiro, cachaça para fazer amigos e havaianas para "pegar" mulher! E nem necessariamente concordo com o conteúdo da tríade rsrsrs, mas ouvi falar bastante sobre ela e vou explicá-la para curiosos ou futuros viajantes!

Sobre os cigarros: antes de viajar, comprei uma caixa com 10 maços Marlboro o que eu acredito que saiu por volta de R$45 ou R$50 (e realmente odeio cigarro! Me senti mal só de saber que estava carregando essa coisa fedorenta na minha mochila!). Bom, mas sabe quanto custa cada maço aqui na Austrália? Por volta de 14 ou 15 dólares australianos! (o imposto aqui na Austrália sobre qualquer droga legal é muito violento!) Ou seja, se você conseguir vender cada maço por volta de dez dólares australianos (que vale mais que o americano), faça as contas e veja quanto vai dá? Investimento inicial de no máximo R$50 e retorno de mais de R$200, negócio da China não? (mas infelizmente a lei mudou recentemente, e o limite legal baixou de 250 cigarros para apenas 50)

A cachaça entra no mesmo "time" do cigarro, drogas legais que violentamente taxadas aqui na Austrália. A diferença é que a taxa no país dos cangurus é proporcional ao teor alcoólico da bebida (o governo tenta dificultar o máximo - pelo bolso - a o cidadão ficar embriagado no país), o que até impressiona o pessoal aqui quando você fala que lá no Brasil você pode ficar bêbado com menos de um dólar (já que no Brasil o imposto não é medido em teor alcoólico). Uma bebida destilada como cachaça que o teor gira em torno de 40% custa caríssimo aqui! Ou seja, uma 51 ou um velho barreiro que no Brasil custa realmente uma mixaria, aqui na Austrália vale ouro pelo seu teor alcoólico! (e item interessante para trazer também por carregar a "marca Brasil") Por isso, se você está vindo para Austrália não esqueça de trazer sua cachaça e compartilhá-la, item excelente para fazer amigos! (O máximo permitido é 2,25 litros, eu trouxe duas garrafas da marca acima e dei ambas de presente pro meu primo, o que é pouco perto do quanto ele me ajudou desde que cheguei aqui)

E por último as havaianas. Havaiana não é uma droga pesadamente "taxada" (rsrsrsr) e você pode achar em qualquer lugar! Mas de fato eu estou falando daquelas havaianas com a bandeirinha do Brasil! Talvez meu irmão explique melhor essa parte (trecho extraído do blog dele http://www.omundonumamochila.com.br/):

"(...) A 'marca Brasil' é uma marca muito forte. Qualquer produto que brasileiro que carregue uma bandeira brasileira ou o nome Brasil junto é um produto que vende bastante, por isso as havaianas com bandeira brasileira vendem mais que farinha no maranhao, por isso que a 51 ou a Pitu (aqui vende PITU!!!) tem uma bandeirinha brasileira, ate jucara (o nome e' Jucara, o pais inteiro fala Acai, mas o certo e' Jucara!) esta comecando a ser vendido aqui e claro, com o nome PRODUTO BRASILEIRO. Sabe por que? Porque todo mundo que ser brasileiro, todo mundo paga pau pro nosso povo e pro nosso pais (caraca, tou comecando a arrepiar). (...)"

As havaianas se encaixam mais ou menos no que ele falou acima, a imagem que o pessoal daqui tem do Brasil de país festivo com um povo bem-humorado e alegre, que faz com as pessoas gostem da "marca Brasil" (uma vez na praia com o meu primo por exemplo, encontramos uma garota quase toda "vestida de Brasil" -biquini, toalha, etc- mas nem português ela sabia, era alemã!). As havaianas com bandeirinha do Brasil é algo relativamente barato e que não vende aqui na terra dos cangurus, quase um artigo de luxo! Excelente item para dá de presente! (trouxe duas comigo, mas até agora não usei haha).

A única coisa que me recordo a mais (além de trazer "chaveirinhos" ou qualquer coisinha com a bandeira do Brasil, acho que algo é barato e marcante ao mesmo tempo!) são chocolates! Tudo bem que é o Brasil não é nenhuma Suíça, mas chocolates aqui na terra dos cangurus e no Brasil são bem diferentes, logo pode ser um item bastante interessante para mostrar para os locais ou turistas de outros países! (eu trouxe pro meu primo mais de um caixa de chocolate Nestlé Especialidades -aquela azul!- porque ele me pediu. Hoje me arrependo de não ter trago nenhuma para mim!). Se mais alguém tiver dicas, acho que seria muito interessante compartilhá-la! (passa pessoalmente ou posta na seção de comentários!)

Tudo ok quanto a mala, segui pro aeroporto! Mas infelizmente na hora do embarque eu tive um sério problema com o meu voo: o meu nome na passagem não "batia" com o meu nome no passaporte porque acrescentaram Amorim ao meu nome original (não faço a mínima ideia do porquê uahuahua) e assim eu não podia embarcar! Eu tive muita sorte de está lá bem cedo (valeu Takashi pela carona!) porque eles demoraram acho que mais de duas horas para resolver essa trapalhada! Nessa hora que foi boa ter a companhia do Leal para ajudar! Leal? Muito engraçado o nome desse cara porque realmente é uma piada pronta com a profissão dele! uahushahusa... ele é algo como uma pessoa que tem como função ficar esperando no aeroporto boa parte do dia para "ajudar" pessoas que vão embarcar (com tudo que seja necessário, serviço bom mesmo!), ele é contratado pelas agências de viagem e inclusive está apto para conversar e confortar a pessoa (ou a família dela) se ela está apreensiva porque vai viajar para longe por muito tempo (é um leal mesmo! uahauhauh)... Pois é, um serviço Vip que a Information Planet oferece (meu amigo viajou tanto pela outras que falei -STB e pela Kangaroo- e engraçado que nenhuma delas ele viu esse tipo de serviço). No início não curtir muito a ideia (virei até piada de amigos, dizendo que tinha ganhado uma babá, esse nome Leal é muito engraçado uausahusahu) mas o cara era realmente muito eficiente e gente boa e deu uma grande força com o problema que eu tive com a passagem!

Quanto ao voo, algo inimaginável para mim!!! Simplesmente viajei pela melhor companhia aérea do mundo!!! Dá para acreditar? Pense em alguém sortudo! Pedir para agência simplesmente para escolherem o voo mais barato e "sem querer querendo" acabei comprando uma passagem na Qatar Airways! (nem sabia que tinha sido eleita a melhor do mundo, mas quando fiquei sabendo confesso que fiquei muito feliz!!! hahaha)... Bom, como é viajar pela melhor companhia aérea do mundo??? :) Foi o meu primeiro voo internacional (Argentina não conta rsrs) logo não tenho base para comparação com as outras, mas o que posso dizer com toda certeza é que tinha um excelente serviço e o principal: comida, muita comida!!! Nossa, a aeromoça trazia refeições alternadas com lanchinhos toda hora, tava quase morrendo de tanto comer! (ao contrário do voo doméstico que se você der sorte ganha uma barrinha de cereal ou 40g de amendoin uahushauhs)... fiquei muito feliz de ficar mais de 30 horas voando e experimentando comidas maravilhosas de vários cantos do mundo e tudo sem tirar uma verdinha do meu bolso hahaha

Rankings das melhores companhias aéreas do planeta:
http://www.melhoresdestinos.com.br/melhor-companhia-aerea-do-mundo.html













Bom, chegando na Austrália meu primo já estava me esperando no aeroporto e tudo ocorreu melhor do que o esperado exceto por uma ideia infeliz que o meu irmão mais novo me deu: leva arroz, leva arroz! Nossa, como eu tenho raiva quando me lembro disso! aahushuahsu (é um tal de "arroz em saquinhos" que basta por na água quente para ficar pronto, foi uma mão na roda quando o meu irmão esteve na Alemanha por mais de um ano, mas algo bem estúpido de ser carregado para Austrália porque aqui tem muito asiático e logo se acha arroz em todo canto!). Logo, tive que declarar que tinha grãos e foi o suficiente para eu ser mandado para inspeção! (aqui na Austrália eles são paranoicos com qualquer coisa "biológica" que você estiver trazendo para o país). O pessoal da imigração foi bem gente boa e não tive nenhum problema com os "arroz em saquinhos", o problema foi que quando abrir a mala para procurar o maldito arroz o guarda da imigração viu os malditos cigarros que eu tava trazendo! Tive que fazer cara de bocó pro guarda fingido que não sabia que a lei tinha mudado:  como expliquei acima de 10 caixas antigamente agora só se pode levar duas para a Austrália! E eu ainda estava carregando 10! (realmente não sabia que a lei tinha mudado, mas tinha aviso no papel que eu preenchi!!!). Tentei improvisar a melhor cara de bocó possível, o guarda foi educado mas mesmo assim não adiantou, ele separou oito caixinhas e disse que para eu levá-la teria que pagar 50 dólares de imposto, vi que não valia o esforço, de 10 fiquei apenas com duas! Logo, no final tudo por causa da ideia infeliz do meu irmão perdi 80 dólares no aeroporto (supondo que cada uma das 8 caixinhas perdidas eu vendesse por dez dólares!), fiquei com tanta raiva, mas tanta raiva do maldito arroz que não comi ele até hoje! uahushausuha... Bom, vou ficando por aqui, próximo post as primeiras impressões na Austrália! :D





Thursday, 24 January 2013

Dicas de Intercâmbio (aprender inglês no exterior!)

Neste post vou tentar resumir todas as informações e dicas relevantes para quem pretende fazer intercâmbio, vou tentar concentrar tudo aqui de forma a deixar os demais posts do blog livres para eu comentar somente sobre a minha viagem. O objetivo primário do meu intercâmbio era aprender inglês, e não  ir para um país específico, ou turismo, férias, juntar dinheiro ou qualquer coisa semelhante. Dessa forma meu foco era apenas duas coisas: inglês e custo! Por que custo? Bom, não que eu seja "mão-de-vaca" hahaha, a lógica é simples: quanto menor o custo, mais tempo pode-se ficar no exterior, e quanto mais tempo, mais inglês se aprende! Então... inglês e custo! Somente isso, independente de para onde fosse, o que interessava era só isso! (não tou brincando quando eu digo que cogitei pesquisar até viagem para a Guiana Inglesa na América do Sul, mas descobrir que eles não têm programa estruturado para isso uahuahuahu). Se seus objetivos são os mesmos, possivelmente essas dicas serão muito úteis! Se seus objetivos ficam no turismo ou surfar com um bando de brasileiros em Sydney, provavelmente não!

Bom, vamos começar pelos tipos de intercâmbio: você pode estudar (Curso de Inglês no exterior), trabalhar  ("Work&Travel" ou "Work&Experience", basicamente a mesma coisa) ou estudar e trabalhar ao mesmo tempo ("Work&Study").

De longe, na minha opinião o programa de Work&Study é o mais interessante para quem quer realmente aprender inglês, porque você não só estuda como trabalha (desculpa a redundância) e trabalhar ajuda não só a reduzir os custos da viagem como também ajuda no inglês. Já se você tem que optar entre ou estudar ou trabalhar, sem dúvida o melhor é estudar! Tudo bem que os custos ficam muitos mais elevados, mas se você apenas trabalhar provável que não pegue uma base boa no inglês (a não ser que você vá com um inglês bastante avançado) e muito provável que você encontre várias pessoas do seu país e passe a maior parte do tempo só falando o seu idioma (principal queixa da maioria das pessoas que fazem o programa de Work&Travel no Estados Unidos).

Uma coisa importante deixar bem claro: idioma não se aprende por osmose! (a não ser que você já esteja em um nível bem avançado!) Muitas pessoas pessoas vendem uma ideia que basta você ir pro exterior que magicamente você vai aprender, isso não existe! Se você sai do Brasil com um inglês muito básico para trabalhar no exterior (e não tem suporte de um ensino formal em inglês ao mesmo tempo, ou mesmo um parente paciente que vá ficar o dia inteiro lhe ensinando e repetindo coisas até você aprender) o que vai acontecer é que vão lhe colocar em posição em que você não precisa se comunicar, você vai ralar pra caramba e vai voltar para o seu país com um inglês tão ruim quanto você foi (o seu patrão tá ali é para fazer dinheiro e não para ser seu professor). Se você sai com um inglês bom, então a ideia é válida, você poderá pegar posições em que você realmente se comunica (além do BigMac com picles ou sem picles no McDonald), estará apto para fazer inúmeros amigos nativos ou gringos e aprimorar o seu inglês!

Ok, se você quer fazer um programa de Work&Study (trabalho e estudo concomitante) a principal desvantagem é o período mínimo que você tem que ficar, se você tem apenas as férias para viajar, é provável que não consiga encaixar. Quando liguei para a agência me falaram que o período mais curto seria 4 meses em um programa na África do Sul. Por isso cogitei primeiro apenas o curso de inglês (somente estudo), até descobri que poderia fazer Work&Study com apenas 14 semanas nos país dos cangurus (esse é o período mínimo na Austrália) e naturalmente deixei o Work&Travel (somente trabalho) como última opção.

Bom, breve resumo sobres os três principais programas:

-Sobre o programa de curso de inglês no exterior ao redor do mundo (apenas estudar): é um programa bem flexível e você terá opção em quase todos os países anglófonos ao redor do mundo (exceto Guiana auhauau), conforme citei no último post: Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Irlanda, Malta, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Inglaterra e Malta são caros, Canadá é mais barato que os EUA e Nova Zelândia é mais barato que Austrália. Por isso os destinos mais "em conta" acabam sendo Canadá, Nova Zelândia e África do Sul. (considerando o valor no conjunto, até mesmo a passagem! Explicações mais detalhadas na segunda metade deste post!)

-Sobre o programa de Work&Study ao redor do mundo (estudar e trabalhar): Estados Unidos não tem (a não ser que seja coisas mais específicas como programa de estágio remunerado em sua área de estudo), o Canadá tem um burocracia horrível (você não está apto para trabalhar logo quando chega, você tem que cumprir um período de curso antes de receber a permissão de trabalho e você tem que pagar para trabalhar! Isso mesmo, uma taxa superior a 1000 dólares canadenses para ganhar a permissão). Nova Zelândia você precisa contratar pelo menos 6 meses de curso para ganhar permissão de trabalho (e tirar nota superior a 5 no exame do IELTS), África do Sul  se não me engano pelo menos 4 meses e Austrália você precisa de apenas 14 semanas e não há exame nenhum! Ponto para Austrália! De longe o melhor programa de Work&Study! (não é por outro motivo que estou aqui hoje e meu irmão mais velho fez a mesma coisa haha)

-Sobre o programa de Work&Travel/Experience ao redor do mundo (apenas trabalhar): no Canadá não tem (obrigatoriamente você tem que estudar para trabalhar, a não ser em caso especiais como ser convidado por uma empresa canadense para qual você trabalha), na Austrália e Nova Zelândia obrigatoriamente você tem que estudar (20 horas semanais), a não ser que você consiga o Working Holiday Visa (habilita você trabalhar "full-time" sem contratar estudo) o que é muito difícil de obter se você é brasileiro! (nunca ouvi falar de algum brasileiro com esse visto aqui na Austrália). Inglaterra, África do Sul, etc não sei bem como funciona, mas não deve ser bem interessante! Por último sobra os Estados Unidos, que possui diversos programas estruturados de Work&Travel e Work&Experience, normalmente nas férias de verão ou de inverno. Como já expliquei, essa seria minha última opção, visto que muitas pessoas que vão se queixam de encontrar muito brasileiros e falar português a maior parte do tempo. (meu irmão por exemplo trabalhou numa estação de esqui "no meio do nada" e a maioria dos colegas de trabalho contratado pela empresa eram brasileiros como ele, alguns outros colombianos, por isso ele quase não praticou inglês)

Resumindo: se você vai estudar tem opções em diversos lugares do mundo, mais em conta são Canadá, Nova Zelândia e África do Sul, e você quer estudar e trabalhar ao mesmo tempo o mais interessante são a Austrália (mínimo de 14 semanas) e Nova Zelândia (mínimo de 6 meses e exame avaliatório IELTS do seu inglês).

Ok, supondo que você vá estudar e trabalhar ou só estudar, você já escolheu o país, como escolher a agência de intercâmbio e a escola? (como avaliar a melhor combinação de preço e serviço?)

Aqui o pulo do gato é um só: ao contrário do que a maioria das pessoas pensa quando vai fazer intercâmbio, o que interessa é a escola que você contratar no exterior e não a agência de intercâmbio que você contrata no Brasil! O sistema funciona mais ou menos assim, nós temos as escolas no exterior (as principais são ILSC, ILAC, Kaplan, International House, etc) e elas são responsáveis por tudo: valores no geral, seu curso (obviamente) e sua estadia (se você vai ficar na "casa de família"). Dessa forma, se você vai estudar na Kaplan, não interessa se você viajou pela agência STB ou CI, que vai dá na mesma! A agência no Brasil não é responsável pela sua estadia, valor do seu curso, ou etc! Por isso, mais importante do que escolher uma boa agência no Brasil é escolher a sua escola no exterior! (que é o que de fato interessa!). Exceção: A agência de intercâmbio EF que a única entre as que entrei em contato que possui escolas e estadias próprias! (tenho um amigo que foi pro Canadá por ela e recomenda bastante)

Tá, então porque fiquei tanto tempo escolhendo pela agência de intercâmbio conforme pode ser lido no último post? Primeiro porque eu não sabia disso, ninguém me contou e não achei nenhum blog na internet com informações bem mastigadinhas como tou passando aqui! Segundo, porque depois que você decide pela a sua escola no exterior (que é realmente o que mais interessa!) a agência de intercâmbio no Brasil interessa sim, certas particularidades podem fazer o valor entre elas variar (mesmo que o valor da escola seja o mesmo), algumas cobram taxas de serviços e outras não (as que não cobram se financiam só com repasses da escolas) e elas podem oferecer diferenciais (a Information Planet que foi a que eu viajei tem um escritório aqui em Perth-Austrália próximo a escola que eu estudo, o que deixa a maioria dos meus amigos morrendo de inveja do suporte que posso ter indo lá).

Para avaliar o valor do seu intercâmbio, basicamente você vai se focar em 7 itens!:
-Taxa da Escola (depende da escola, não da agência de intercâmbio)
-Taxa de Acomodação (depende da escola, não da agência de intercâmbio)
-Taxa de serviço da agência de viagem (depende da agência de intercâmbio, mas é irrisório perto do que você paga pela Escola/Acomodação)
-Seguro Saúde (normalmente a agência de intercâmbio vai querer lhe empurrar um, mas o melhor é você pesquisar e escolher o que mais lhe agradar por conta própria)
-Despesas Pessoal (depende só de você)
-Passaporte e visto (visto depende da burocracia do país, EUA é caro e burocrático, Nova Zelândia você nem precisa de visto se for ficar menos de 3 meses)

Por exemplo, ir para Toronto no Canadá, estudar na Escola Cornerstone (uma das mais baratas) durante 8 semanas e viajar pela Information Planet! (Colocando o câmbio canadense de turismo a R$2,14)
-Taxa da Escola: R$3573,80 (C$191,25 por semana, C$40 do material e C$100 de matrícula)
-Taxa de acomodação: R$3381,20 (C$175 por semana com café da manhã e jantar e C$180 da taxa de reserva)
-Taxa de serviço da agência de intercâmbio (Information Planet): R$321 (C$150)
-Seguro Saúde: R$240 (U$60 por mês pela GTA, seguro saúde que eles empurram, não considero a melhor opção)
-Despesa Pessoal: R$2996,00 (o que seria C$175 por semana, dependendo do seu perfil você precise muito mais! Já incluso o café da manhã e o jantar na estadia)
-Passaporte e visto: R$715 ($0 do passaporte porque já tenho, R$145 do visto Canadense, U$160 do visto americano para fazer escala nos EUA e R$250 da taxa de serviço para o visto)
-Passagem: R$2562 (voo em alta estação com escala nos EUA, não deixando para comprar de última hora)

Total: R$13.789,00.
Isso seria mais ou menos o valor de apenas 8 semanas de curso no Canadá, sendo relativamente conservador nos gastos e ficando em uma das escolas mais baratas. Os valores que coloquei acima são aproximados e podem está desatualizado. Por isso eu diria algo em torno de pelo menos R$14 ou R$15 mil para 8 semanas.

Então, como você pode ver o único valor que realmente depende da agência de intercâmbio é o valor do taxa de serviço que eles cobram, que é bastante irrisório comparado com o valor total (o que é R$240 perto de quase catorze mil reais?). Então... o que faz com que viajar por uma agência de intercâmbio seja bem caro (como a STB) e viajar por outras agências de intercâmbio sejam bem mais barato (como a Kangaroo)? Nos parágrafos seguintes farei uma comparação STB x Kangaroo (a que considero mais cara e mais barata respectivamente) só por motivo de ilustração! (porém se você quiser saber mais de agências no geral, no meu no último post passei uma visão geral das agências de intercâmbio, as principais que visitei na Avenida Paulista, num total de 12, você pode ver aqui).

Começando pela taxa de serviço que é o mais óbvio, a Information Planet do exemplo acima que é mais intermediária normalmente cobra 150 unidades da moeda local (150 dólares neozelandeses se você vai para Auckland por exemplo). A STB (mais caras de todas) cobra R$387 e a Kangaroo (a mais barata) não cobra taxa de serviço (ou seja, ela recebe só o repasse da escolas mesmo). E apesar das diferenças de valores todas elas oferecem serviços equivalentes em qualidades! (estão entre as 3 melhores das 12 que visitei). Sobre o seguro saúde, a STB vai lhe oferecer um seguro saúde caríssimo (ISIS e STOP TRIP), R$928 para o período de oito semanas, enquanto na Kangaroo (ou se você fizer pesquisas próprias) você pode encontrar seguros equivalentes por menos de um terço do valor. Já a despesa pessoal vai de você, mas a STB (que tem preços elevados) provavelmente vai pecar lhe orientando para cima e a Kangaroo (que tenta passar custos menores) lhe orientando para baixo. Por último a passagem vai depender do setor de pesquisa de cada uma, o que deve ser excelente em ambas.

Mas o "core" continua sendo a taxa da escola/acomodação no exterior. A principal diferença nesse quesito é que a STB vai lhe oferecer apenas as escolas mais "tops" (ou seja, só as mais caras), dificilmente vão oferecer a você uma escola de qualidade duvidosa. Enquanto na Kangaroo além deles oferecerem a maioria das escolas que a STB oferece, eles vão oferecer várias escolas mais "simples", com preço mais em conta, que pode vir com queda na qualidade ou não! A escola que estou estudando hoje (Cambridge International College) por exemplo tem um custo bem "em conta", e não considero de baixa qualidade (minha opinião). Tanto a Information Planet quanto a Kangoroo oferece ela, mas se eu viajasse pela STB eu não estaria estudando nela!

Tá, mas o pulo do gato das diferenças de custos das agências de intercâmbio no final acaba sendo principalmente mais três coisas bem relevantes: parcerias agências-escolas, opções de parcelamento e taxa de câmbio! Normalmente, como já explicado, os valores das escolas são os mesmos independente de qual agência de intercâmbio você está consultando (já que eles são apenas intermediários, não depende deles). Mas as vezes acontece (isso não é muito comum porém) de uma escola oferecer desconto para uma agência específica no Brasil por manterem boas relações e essa agência passa esse desconto para o consumidor final. Mais de uma vez eu vi na agência Kangaroo uma mesma escola está mais barata com eles do que nas agências concorrentes, por razão de parcerias eles conseguem bons descontos! (talvez algumas agências concorrentes recebessem o mesmo desconto e não repassassem para o consumidor final, porque isso era comum ser visto na Kangaroo, mas não vi muito em outras).

Já quanto as opções de parcelamento, uma coisa muito importante é abrir o olho porque algumas agências podem parcelar sem juros (Kangaroo e Information Planet, que são as mais baratas na minha opinião, faziam sem juros "5x no cartão" e "30% + 10x no boleto" respectivamente) enquanto outras não! (STB só com juros nas vezes que fui lá). E isso pode fazer uma diferença gritante se você for pagar parcelado!

E por último, a taxa de câmbio! A taxa de câmbio que você vai utilizar para tudo (inclusive pagar o seu curso e sua acomodação) não é a comercial, e sim a de turismo, que é bem mais cara! O que eu observei em orçamentos com moeda não estado-unidense (dólar canadense, australiano, neozelandês, etc) é que as agências de intercâmbio utilizam taxas de câmbios bem diferentes! Isso é algo sutil, difícil de perceber (não vi essa dica em blog nenhum também) e que faz uma diferença absurda no final! Por exemplo em um orçamento em que a escola mais a acomodação gira em torno de R$18.000 (mais ou menos o que meu amigo pagou para ficar 7 meses na Austrália) imagina a diferença que faz cada centavo a mais ou cada centavo a menos na taxa de câmbio? E enumerando as três acima é visível o quanto a STB oferece taxas bem mais desfavoráveis e a Kangaroo oferece de longe as mais interessantes! A Information Planet é mais intermediária e normalmente gira em algo 2 a 3 centavos mais caro que a Kangaroo! (segundo alguns orçamentos que comparei). Ou seja, na hora de comparar os custos da agência, tão importante quanto o orçamento em si é dá um zoom na taxa de câmbio que eles estão pondo (longe de ser parecidas e que faz relevante diferença no final). O ideal seria tentar conseguir no mesmo dia um orçamento de cada agência que você está cogitando, porque em dias diferentes fica muito difícil a comparação deste quesito.

Por último, vou retomar os setes itens que citei e finalizar com últimas dicas e pontos que talvez estejam faltando e que talvez ainda seria interessante colocar:


-Escola: não vou me alongar aqui, mas uma coisa que não poderia deixar de falar, tão importante quanto a qualidade da escola é você se informar sobre a quantidade de brasileiros! Não adianta nada contratar a melhor escola se você vai fazer várias amizades brasileiras e falar português boa parte do seu tempo! (normalmente as agências tem informação sobre isso, e outras inclusive lhe passam a porcentagem de brasileiros na escola, como a Information Planet, a Kangaroo ou a Mundial Intercâmbio. Até uns 10% seria uma taxa aceitável)
-Acomodação: teria muita coisa para falar, mas não me posso me alongar aqui também. Basicamente o conselho que gostaria de passar é para tomar muito cuidado com a ideia de "casas de família" que muitas agências gostam de vender no Brasil! Não é bem assim, a maioria das "casas de família" (homestay) hospedam simplesmente por dinheiro, pode ser que você der sorte de encontrar uma casa que realmente lhe adote como parte da "família", lhe mostre a sua cultura e o país e que você aprenda muito inglês com eles! Mas isso é uma exceção, o normal é eles fazerem isso simplesmente por questão puramente financeira. (e atenção que você recebe normalmente é só no dia de pagar o aluguel)
-Taxa de serviço da agência de viagem: já falei sobre isso.
-Seguro Saúde: o ideal é você pesquisar por conta própria, dependendo da agência pode ser que eles lhe empurrem um desnecessariamente caro (como o ISIS da STB), ou com uma cobertura muito baixa (como o da GTA da Information Planet, é o meu seguro saúde atual, ninguém me orientou a respeito disso e só percebi tarde demais). Um que recomendo fortemente é o ASSIST-CARD, que meu amigo que viajou pela Kangaroo está usando hoje (combina uma boa cobertura como o ISIS com o preço baixo do GTA)
-Despesas Pessoal: isso é pessoal como o próprio nome já diz uahuauahu... mas só tome cuidado para não estimar o valor para baixo heheh
-Passaporte e visto: depende do país, Nova Zelândia não precisa se você for fica menos de três meses, se for tirar o americano não esqueça de fazê-lo com bastante antecedência porque é de longe um dos mais burocráticos (se você for pro Canadá não esqueça de tirar o americano, porque é necessário para fazer escala no USA).
-Passagem: o lugar ideal para você pesquisar sua passagem é de longe o www.decolar.com . Se você for estudar no exterior, você tem direito a comprar passagem com tarifa de estudante! Não é metade do preço igual tarifa de estudante em transporte público no Brasil (uahsuaus), mas as vezes dá para conseguir uns valores bem mais interessantes que os convencionais. A desvantagem é que você não tem acesso ao sistema que faz a pesquisa das tarifas de estudantes, logo você fica dependendo da boa vontade dos agentes de viagem em se esforçar de achar o dia mais barato para você! (a dica aqui é: faça primeiro a sua pesquisa detalhada no decolar, ache o dia mais barato/convenientes e depois consulte com o seu agente esses mesmos dias no sistema de estudante, é provável que sejam os dias mais baratos no sistema dele também, porque apesar da diferença de preços, ambos os sistemas estão correlacionados)

Ufa, já esperava que este post fosse ficar grande, mas não tão grande assim uahusahusuha... isso porque tentei resumir só aquilo que considero que não poderia faltar uahauhau... se alguém está pensando em fazer um intercâmbio para estudar inglês, espero que tenha ajudado! Dependendo posso até tentar fazer um blog só sobre isso (e organizar todas as informações) quando retornar para o Brasil! Mas neste blog aqui eu acho que já chega! hahah... Até o próximo post!

Wednesday, 23 January 2013

O começo de tudo: por que intercâmbio? Por que Austrália e Perth? (e sobre agências de intercâmbio)

Bom, vamos começar do começo (na verdade comecei o blog pelo meio, mas finge que estou começando do começo, tudo bem? hahah): por que intercâmbio? Por que Austrália? Por que Perth?

Por que intercâmbio é uma pergunta fácil de responder: para aprender idioma! (sou o único dos meus irmãos que ainda não "falava" inglês, e o intercâmbio veio para mudar isso). E por que Austrália? Bom essa questão é mais complicada e não foi tão fácil assim hahaha

Bom, minha única ideia inicial era ir para um país anglófono passar minhas férias da universidade para "pegar" fluência no inglês. Para isso, temos várias opções: Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Irlanda, Malta (fica embaixo da Itália), África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Acho que são essas as principais opções!

Inglaterra é muito caro, Irlanda tem muito brasileiro, Austrália e Nova Zelândia são muito longe, Malta talvez nem exista e Canadá é mais barato do que Estados Unidos. Pronto, depois de inúmeras pesquisas em internet estava decidido o lugar ideal: eu iria para Toronto! (maior cidade do Canadá)

Chegada a hora de visitar as agências de intercâmbio! Fui na Avenida Paulista com o meu amigo Alison da faculdade (hoje nós dois estamos fazendo intercâmbio na Austrália, só que ele está em Sydney) e percebi o quanto desperdicei tempo me isolando em meses de pesquisa online sem conversar pessoalmente com algum agente! Pensei que Toronto fosse definitivo e que eu tivesse resposta para tudo, porque tinha pesquisado tudo!

A primeira agência de intercâmbio (Egali) que fomos foi engraçado de tão "cabeça fechada" que eu tava, até hoje rio com os comentários do Alison dizendo que assustei a "gaúchinha" (apelido carinhoso que demos para a agente de viagem) por causa da "rigidez" em cima de Toronto e por causa do meu "tablet" (onde estava o arquivo das pesquisas) que era o "oráculo", "senhor da verdade" e tinha resposta para tudo auhauahuahuhau... da próxima vez que eu voltei lá a mulher nem quis mais me atender, passou para outro uahusahushua...

Não vou entrar em todos os detalhes, mas no final acabei visitando 12 agências de intercâmbio no total (5 o Alison foi comigo) vi o quanto meses de pesquisas foram em vão, depois que abri minha cabeça voltei a estaca zero e passei a cogitar todos os países novamente, haja exaustão ahaha

As agência de intercâmbio que visitei na Paulista foram as seguintes: Egali, STB, CI,  Daqui-pro-Mundo, Mundial Intercâmbio,  Trip Study Austrália, Worl Connection,  Kangaroo, Information Planet, EF, Invista em você e mais o Yazigi Travel no meu bairro.

Tenho tantas informações sobre como fazer intercâmbio que daria para começar um blog só sobre isso (talvez eu faça algum dia hahaha), mas como o meu blog é da minha viagem e não sobre isso, vou tentar só fazer resumos rápidos de coisas que posso lembrar. Bom, sobre as agências:

-Egali: atendimento ótimo não só da gaúchinha como parece ser um padrão da agência. Mas acho que eles pecam no quesito "transparência". Uma das poucas agências que não detalha cada valor do orçamento, dando um preço agregado, dificultando a comparação com serviços equivalentes dos concorrentes e pondo "facilidades" que você não pediu (e não tem como saber quanto custou). Depois da STB, aparenta ser uma das mais caras.
-STB: é mais "famosinha" de todas, serviço ótimo e atendimento excelente, porém de longe a mais cara! É ideal para aquele perfil de quem foi criado em apartamento pela avó, eles vão colocar tudo de mais caro e do melhor porque você é uma princesa que está indo para a Disney ver o Mickey! Se não é o seu caso, tem a Information Planet e a Kangaroo que oferece qualidade de serviço muito equivalente (mas sem mimos e excessos) por preço bem mais em conta!
-CI: é a segunda mais famosinha de todas e foi a que mais impressionou porque parece reunir preço alto e serviço ruim ao mesmo tempo! Bom, pelo menos no dia que eu e o Alison fomos na Paulista tinha um pré-atendimento perguntando para onde estávamos indo (sendo que o normal e esperado é alguém lhe ajudar nessa escolha) e no atendimento a mulher já ia escolhendo várias coisas para você sem nem lhe consultar antes (como escola ou quantidades de refeições na homestay). Horrível! Não vi nada semelhante em "ruindade" em nenhuma das outras.
-Daqui-pro-mundo: não teve atendimento "alto nível" como as "tops" (Egali, STB, Kangaroo, Information Planet...) mas longe de ser algo ruim como o da CI. Diria que um atendimento "fast-food" para oferecer um serviço mais barato (que nem era tão barato assim). Cometeu o mesmo erro da Egali de não ser transparente no orçamento, oferecendo um valor agregado que dificulta analisar os custos inclusos.
-Mundial Intercâmbio: atendimento "fast-food" também (porém longe de ser ruim). Um fato interessante é que eles possuíam um excelente banco de dados de escolas de inglês no exterior, muitas vezes contendo até mesmo a porcentagem de estudantes brasileiros (informação muito preciosa). Utilizei várias informações dele mesmo sabendo que não ia viajar pela agência.
-Trip Study Austrália: não sei nem o que comentar uahauhua... é praticamente um escritório com um tiozão em frente em um computador que diz que pode te mandar para Austrália auhaahu... o "tiozão" até que era gente boa, mas nem de longe passa a confiança de uma agência de intercâmbio mesmo .
-World Connection: Junto com a CI (pelo menos a agência da Paulista), foram as duas agências que mais surpreenderam no quesito "ruindade".  O cara que me atendeu passou uma péssima impressão, me vendeu um programa de intercâmbio como um showman vende um produto no polishop (como se eu tivesse fazendo um "negócio da china" e um preço que só ele no mundo inteiro pudesse oferecer) e no final me conduziu até a porta falando baixinho para que não contasse para ninguém (para garantir a comissão dele). Como vou confiar em uma empresa em um lugar que não se pode confiar nem nos próprios colegas de trabalho?
-Kangaroo: de longe uma das melhores, exatamente o oposto da CI, consegue combinar excelente atendimento com preço baixo. Na verdade, o melhor valor de todos no conjunto, fiquei muito perto de viajar com eles e não lembro porque não viajei (no final o meu amigo Alison fechou com eles). Desvantagem é que só fazem intercâmbio pro Hemisfério Sul (Austrália, Nova Zelândia e África do Sul)
-Information Planet: de longe um dos melhores atendimentos que recebi (mesmo nível do STB e Egali) com preço excelente! (melhor valor depois da Kangaroo). No final fechei com eles, nem lembro bem porque (visto que a Kangaroo era mais barato). Mas não arrependo de forma alguma, suporte pós-compra  excelente e único.
-Demais: EF e Yazigi oferecem programas mais diferenciados, não estavam no meu propósito. E "Invista em Você" só entrei em contato muito depois quando recebi mensagem no meu email da USP sobre Work&Travel nos Estados Unidos (trabalho de férias) e a conclusão é uma só: horrível! Atendimento péssimo, desorganização e você sente muito amadorismo. Eu tenho uma amiga que viajou com eles (tá nos EUA agora) e se arrependeu antes mesmo de sair do Brasil.
-Melhores: Egali, STB, Kangaroo e Information Planet. Recomendo fortemente (mesma qualidade de serviço por preço mais em conta): Kangaroo (meu amigo fechou com eles) e Information Planet (eu fechei com eles).

Ufa, quanta coisa! hahah

Então, como contei a ideia inicial seria fazer curso de inglês em Toronto (Canadá), até que na "Information Planet" descobri que poderia ir para Auckland (Nova Zelândia) por preço semelhante. Fiquei muito tempo em dúvida entre Canadá e Nova Zelândia. Até descobri um dia na "Kangaroo" que daria para fazer "Work&Study" na Austrália com apenas 14 semanas (ou seja, daria para encaixar nas minhas férias), fiquei em dúvida entre Sydney e Melbourne (Austrália). Até descobri que daria para fazer Work&Study de 14 semanas na Nova Zelândia também para a cidade de Christchurch (concessão especial do governo neozelandês somente porque essa cidade recentemente foi abalada por um terremoto). Fiquei muito tempo em dúvida entre Sydney/Austrália e Christchurch/Nova Zelândia (ao mesmo tempo cogitando Work&Travel nos EUA se tudo desse errado), até "descobrir" que eu tinha um primo de "segundo grau" na Austrália que poderia me dá uma força. E no final vim para Perth por causa disso ahuahuauahu... porque eu tenho um primo aqui e ele realmente tem me dado uma força muito grande desde que cheguei aqui!

Um fato interessante a se citar de Perth é que ideia me assustou bastante no início, porque se você olhar um mapa da Austrália você pode ver que todas as principais cidades ficam de um lado e Perth é a única cidade que fica no outro. A cidade mais próxima de Perth com mais de um milhão de habitantes é Adelaide, que está a 2104 km de distância, o que faz de Perth a cidade de mais de um milhão de habitantes "mais isolada" do mundo, segundo a wikipedia. No começo até criei uma certa resistência para viajar para "a tal da cidade mais isolada do mundo", mas hoje não me arrependo! Tudo bem que estando aqui é péssimo para viajar e conhecer outros lugares (mas acho que talvez nem teria dinheiro e tempo para fazer isso), mas ajuda que meu primo me deu desde que cheguei aqui é imensurável e Perth é uma cidade muito boa para se viver!

Bom, por último, segue a foto de um mapa da Austrália para ilustrar:











Mais fotos (Laguinho e King Park)

Depois do centro cultural (primeiro post) e daquelas simpáticas estátuas de cangurus (segundo post), peguei um ônibus gratuito (Sim, gratuito! Coisa que só Perth pode lhe oferecer! Explico mais a frente sobre o transporte público...) para King Park (não sabia exatamente o que era, mas parecia interessante no meu mapa turístico hahah). Desci em um simpático laguinho (segue fotos) e peguei uma escada monstruosa para chegar no parque! (segue fotos também).

Ou seja, antes que alguém questione porque eu sempre apareço com a mesma camisa vermelha em todas as fotos, não é porque eu não tome banho, mas sim porque todas as fotos foram tiradas no mesmo dia! hahaha

Segue:
Não conheço as demais cidades da Austrália mas não duvidaria que Perth esteja entre as mais bonitas. Legal encontrar um laguinho como esse cheio de vida selvagem no meio de uma cidade grande. 

Um pouco mais da riqueza ornitológica de Perth!

 Depois de descer próximo ao laguinho tive que pegar essa escada para ir ao Parque. 
Como o parque fica em uma parte muita alta, ele fornece uma vista privilegiada de Perth. Sem dúvida, bom lugar para turistas tirarem fotos.

Topo da escada! Na foto talvez não dá para a ver, mas a escada é muito alta e várias pessoas ficam correndo pra cima e pra baixo para "fazer escadaria" (não sei se esse termo é correto, mas eu tinha um professor de taek won do que se referia dessa forma à prática de exercitar correndo em uma escada)

Olha lá! Seja bem vindo a King Park! (Não tem nenhuma placa de "welcome", mas o blog é meu e eu traduzo da forma que eu quiser, tudo bem? auhauhua)

Como falei, o parque oferece uma vista privilegiada de Perth. Não lembro se eu estava realmente empolgado ou se o cara não esperou eu terminar de sorrir direito hahah

Bandeirinha da Austrália! Que legal!

Bom, várias coisas me marcaram no parque, principalmente o seu tamanho e como ele é bem cuidado em toda a sua extensão, assim como todos os inúmeros parques de Perth (país com dinheiro é outra coisa hahaha). Mas o que mais me marcou sem dúvida foi essa pracinha com referências a Segunda Guerra Mundial. ("Deixe uma silenciosa contemplação ser sua oferta", em tradução livre.)

Europa 1939-1945 (período da Segunda Grande Guerra)

"Nós vamos lembrar deles" - em tradução livre! (no fundo tem referência a alguns países e regiões, mas tá bem ruim de ler na foto)

"Tiozão tirando foto da pracinha!" 
Bom, quando estive lá pela primeira vez não tinha ideia alguma da relação entre a Austrália e Segunda Guerra Mundial. Mas depois que mudei para a casa da escocesa (explico mais a frente sobre minha estadia), ela me explicou que durante a Segunda Grande Guerra além do Japão atacar China, Coréia, Estados Unidos e metade do mundo, eles também atacaram a Austrália!!! Foi aí que os australianos entraram na Guerra. Um fato engraçado é que o "Pearl Harbor australiano" foi a cidade de Darwin, região da Austrália com uma das maiores concentrações de aborígenes na população, o que fez com que muitos "indígenas australianos" lutassem na Europa sem nem mesmo saber direito onde ficava a Itália ou a Alemanha haha

 Depois pedir para o 'tiozão' tirar uma foto minha também para mostrar toda a fotogenia que um maranhense pode ter hahah

Bom, o parque era muito grande mas não vou encher de fotos aqui porque aqui é um blog e não um fotolog ou o facebook hahah... Por último, vou deixar uma foto bem legal que conseguir tirar da cidade, até hoje não consigo entender direito nessa foto onde é mar e onde é rio hahah, talvez é rio na esquerda desaguando no mar na direita...  (bom, além de tudo, Perth é cortada por um majestoso rio em toda a sua extensão, o que traz ainda mais singularidade e beleza à cidade) 




Primeiros Cangurus na Austrália! [fotos]

Uma coisa que sempre marca quem vai viajar para a Austrália são os cangurus, um animal que é símbolo do país e muita gente pensa que quando chega aqui vamos vê-los em todos as partes! Aqui neste post está a prova que é possível encontrar cangurus até no meio da cidade hahaha
(tudo bem que é só uma brincadeira, mas realmente vi canguru selvagens por aqui num passeio com a escola e mais para frente coloco as fotos. Dizem que achar canguru aqui em Perth é bem mais fácil do que em outros lugares do país, porque é a única cidade grande na costa oeste do país, ou seja, há muita vida selvagem e pouca densidade urbana. Enquanto na costa leste temos todas as outras demais principais cidades da Austrália como Sydney, Brisbane e Melborne, ou seja, casas, prédios e demais formigueiros humanos em todos os cantos)